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.:Descolamento do Vítreo

O que é?

A parte interna e posterior do olho é preenchida por uma substância gelatinosa e transparente denominada vítreo, que se encontra em contato com a superfície da retina.
A medida que envelhecemos, o vítreo sofre um processo de liquefação e condensação das suas fibras, que culmina com sua separação da retina. Essa separação é chamada de descolamento do vítreo, também conhecida como descolamento do vítreo posterior.
Em função desses eventos, os pacientes notam subitamente a aparição de sombras móveis no seu campo de visão, de tamanhos e formatos variados (pontos, linhas, teias, etc.), com movimentos flutuantes e rápidos que acompanham os movimentos dos olhos. Essas sombras móveis são denominadas moscas volantes ou “floaters”. Além disso, os pacientes podem perceber flashes de luz no campo visual periférico.
Os principais fatores relacionados ao descolamento do vítreo são: idade acima de 50 anos, miopia, trauma ocular, inflamação ocular e cirurgia de catarata. Na maior parte das vezes, o descolamento do vítreo se processa sem causar alterações na retina. Entretanto, em alguns casos, o vítreo pode tracionar a retina excessivamente e causar rasgos (roturas) na retina, que trazem um risco grande de descolamento da retina.

Como descobrir o problema?

O diagnóstico do descolamento do vítreo é feito com o mapeamento de retina. Durante o exame, é fundamental verificar a periferia da retina para avaliar a presença de roturas retinianas.

Os principais sintomas de descolamento do vítreo são:
-moscas volantes ou “floaters”
-flashes de luz.

Como prevenir e tratar a doença?

O descolamento do vítreo, apesar do incômodo causado pelas moscas volantes, geralmente é benigno e não necessita de tratamento. No entanto, pacientes com sintomas de descolamento do vítreo (moscas volantes e/ou flashes de luz) devem ser examinados o quanto antes para verificar o status da retina (se apresenta roturas e se está colada).
Quando ocorre descolamento do vítreo, o risco de roturas na retina é de aproximadamente 15% (1 em cada 6 pacientes). Nessa situação, as roturas de retina devem ser tratadas o mais rapidamente possível com laser (fotocoagulação) para diminuir o risco de descolamento da retina.


.:Descolamento de retina

O que é?

A retina normalmente está em contato com as outras camadas da parte interna do globo ocular e delas depende para receber oxigênio e nutrientes. O descolamento de retina ocorre quando há separação entre a retina e as outras camadas da parte interna do olho. Nessa situação, a retina começa a sofrer um processo gradativo de alteração e morte celular, acarretando prejuízo da visão proporcional ao tempo e extensão do descolamento e dependendo da área acometida. Os principais fatores de risco para descolamento de retina são: descolamento do vítreo, rotura retiniana, degeneração “lattice” da retina, histórico pessoal de descolamento de retina, alta miopia e cirurgia de catarata prévia.

Como descobrir o problema?

O diagnóstico é feito através do mapeamento de retina. Em algumas situações nas quais o mapeamento de retina é prejudicado por visibilidade ruim (devido a catarata, por exemplo), utiliza-se o ultrassom ocular para ajudar no diagnóstico.

Os principais sintomas de descolamento de retina são:
-perda visual súbita e indolor;
-mancha ou sombra no campo de visão periférico que progride em direção ao centro;
-muitas vezes esses sintomas são precedidos pela percepção de flashes de luz e moscas volantes (“floaters”).

Como prevenir e tratar a doença?

Durante o exame oftalmológico de rotina (mapeamento de retina), se forem identificadas roturas na retina ou lesões predisponentes, está indicada, em casos selecionados, a aplicação de laser (fotocoagulação) para redução do risco de descolamento de retina. Quando o descolamento de retina já está estabelecido, o tratamento é cirúrgico (vitrectomia, introflexão escleral, retinopexia pneumática) e deve ser feito com urgência nos casos recentes. O HCO disponibiliza alta tecnologia e profissionais qualificados a fazer os exames e o tratamento indicados para cada caso.


.:Hemorragia Vítrea

O que é?

É a presença de sangue na cavidade vítrea, que normalmente é preenchida pelo gel vítreo, que é transparente. Nesta situação, com hemorragia, a visão do paciente fica prejudicada e dificulta a visualização da retina ou nem é possível visualizá-la no exame para avaliação das demais estruturas do fundo de olho.

Como descobrir o problema?

Com o exame do fundo de olho, o mapeamento de retina. Habitualmente é necessário realizar ultrassonografia ocular para diagnóstico e acompanhamento do quadro e de lesões que podem se manifestar com hemorragia vítrea.

Como tratar?

A ultrassonografia é fundamental para saber se a retina se apresenta colada ou descolada. Nos casos de descolamento de retina é necessário tratar cirurgicamente com vitrectomia. Nos casos que a retina apresenta-se colada pode-se optar por vitrectomia ou ultrassonografia, dependendo do quadro.


.:Uveítes

O que é?

É uma inflamação intra-ocular que compromete total ou parcialmente a íris, o corpo ciliar e a coróide (o conjunto dos três formas de úvea), com envolvimento freqüente do vítreo, retina e vasos sangüíneos. O trato uveal é a camada vascular média do olho, podendo ser dividida em três partes: íris - formada pela porção anterior, corpo ciliar - porção intermediária e a coróide - porção posterior.
As uveítes podem ser classificadas como crônicas ou agudas, dependendo do tempo de duração. A aguda tem um início rápido, em poucos dias, e duração entre duas e seis semanas. A forma crônica tem início mais lento, durando acima de seis semanas e pode evoluir por muitos meses. Existem casos em que a uveíte leva a uma cegueira irreversível.
Os sintomas mais comuns de uveítes são a dor ocular e peri-ocular (ao redor dos olhos), fotofobia, edema palpebral e vermelhidão próxima da córnea. A doença não apresenta secreção, mas a pupila fica contraída (miose), respondendo pouco ao estímulo da luz de uma lanterna, e a visão pode estar um pouco borrada.

Como descobrir o problema?

As uveítes podem ter diferentes causas e podem ser relacionadas a diversas outras doenças tais como: toxoplasmose, artrite reumatóide juvenil, toxoplasmose, herpes, citomegalovírus, bactérias etc. Há ainda uveítes de causa não totalmente esclarecida e associada com a doença de Behçet e a síndrome de Vogt-Koyanagi-Harada. Nessas, como em muitas outras, há participação de mecanismos imunológicos complexos que podem agravar o problema. Porém, b oa parte das uveítes ainda tem suas causas desconhecidas .

Como prevenir e tratar a doença?

Se não for tratada a tempo, a uveíte pode causar danos irreversíveis ao globo ocular e provocar glaucoma, descolamento de retina e deixar cicatrizes na retina que reduzem a visão.
O paciente com uveíte deve ter uma atenção especial, pois deve ser tratado como portador de uma doença complexa, a qual requer do oftalmologista um conhecimento profundo não só oftalmológico, mas também relacionado diretamente com outras especialidades médicas.
Quando não se sabe a causa, adota-se um tratamento comprovado e denominado não-específico, que inclui corticoesteróides e antiinflamatórios não-hormonais, midriáticos e drogas imunodepressoras.


.:Retinoblastoma

O que é?

Retinoblastoma é o nome de um câncer ocular originário das células da retina e pode ser uni ou bilateral. Trata-se de um tumor ocular infantil que pode levar a óbito, se não for devidamente tratado a tempo por especialistas. Geralmente o retinoblastoma se manifesta com reflexo branco ao invés de vermelho (Leucocoria), baixa visão, estrabismo, irritação e compressão pelo crescimento tumoral. Outros sintomas são: olhos vermelhos, processo inflamatório, protrusão de globo ocular, dor intensa e inclusive cegueira.
Esse tumor intra-ocular pode crescer preenchendo o globo ocular e se infiltrar através do nervo óptico. Pode ainda se estender ao líquor e invadir o sistema nervoso central. Além disso, pode ainda disseminar-se à distância para gânglios linfáticos, ossos, fígado e medula óssea.
O retinoblastoma é um tumor de cor branca e apresenta como principal sinal a "pupila branca", que provoca um brilho diferente no olhar da criança quando exposta à luz, principalmente ao flash da máquina fotográfica. Isso também é conhecido como “doença do brilho do olho do gato”.

Como descobrir o problema?

O retinoblastoma é o tumor maligno intra-ocular mais freqüente na infância e estima-se que seja responsável por uma incidência de aproximadamente um caso a cada vinte mil nascidos vivos. Tem causas genéticas, podendo ser hereditária ou esporádica, essa decorrente de mutações em células da retina. Pode ainda ser congênito ou aparecer durante os primeiros anos de vida de crianças. Na maioria das vezes acomete crianças na fase pré-verbal (antes da criança falar), por isso qualquer suspeita de caso de retinoblastoma deve ser encaminhado para consulta médica imediatamente.

Como prevenir e tratar a doença?

Nos últimos anos, os tratamentos para o retinoblastoma evoluíram muito, porém isso tudo depende do estágio de evolução da doença. Tumores pequenos, em geral, são tratados com laser; os médios são tratados por quimioterapia, braquiterapia, fotocoagulação e laser. Já os tumores grandes, na maioria dos casos, só podem ser tratados com a remoção do globo ocular. Quando há invasão do sistema nervoso central ou metástases à distância usa-se a combinação de quimioterapia e radioterapia com placas para se obter melhores resultados. No entanto, todos os tratamentos são mais bem-sucedidos quando menos avançado é o estágio da doença. O mapeamento da retina e a USG são fundamentais para o diagnóstico e acompanhamento deste quadro. O HCO dispõe de aparelhagem e equipe técnica aptos a realizar esses exames.


.:Melanoma de Coróide

O que é?

Melanoma de coróide é o câncer primário mais comum a acometer o olho. A incidência anual de melanoma ocular é de aproximadamente 4 casos para cada milhão de habitantes e ele é semelhante ao melanoma de pele, apesar de menos freqüente.
O melanoma pode acometer diferentes partes do olho, desde a parte mais externa (pálpebra e conjuntiva), até as estruturas internas, como a iris, o corpo ciliar e a coróide. O parte do olho mais acometida pelos melanomas é a coróide, camada do olho entre a esclera e a retina. Esta parte do olho não é visível a olho nu, sendo necessário dilatar a pupila e examinar com equipamentos especias para ver as doenças que afetam esta parte do olho.
É mais freqüente em pacientes de raça branca com cabelos loiros e olhos claros, pacientes mais velhos, com presença de nevus (pintas) no fundo de olho ou de melanocitose óculo-dermal. Nevus são como pintas, presentes desde o nascimento do paciente e que podem sofrem transformação maligna e dar origem a um melanoma.

Como descobrir o problema?

Os sintomas que o paciente apresenta vão depender da localização do tumor dentro do olho e do seu tamanho. Se o tumor estiver perto do centro da visão o paciente pode ter visão embaçada, mas se estiver na periferia pode crescer muito até que o paciente perceba que alguma coisa está errada. Por este motivo muitas vezes o tumor é descoberto durante um exame de rotina, quando o médico examina o fundo de olho com as pupilas dilatadas. Para o diagnóstico o mais importante é o exame por um oftalmologista experiente, e geralmente são pedidos exames complementares como ultra-som ocular e OCT. Tambem são pedidos exames para garantir que o tumor não afetou outras partes do corpo.

Como prevenir e tratar a doença?

O primeiro objetivo no tratamento do melanoma de coróide é salvar a vida do paciente e o tratamento depende do tamanho do tumor. Se o tamanho for pequeno ou médio é possível tratar com placa de braquiterapia (radioterapia) com ou sem aplicação de laser especial (chamado termoterapia transpupilar), ou pela retirada do olho. No caso da braquiterapia, um pequeno implante radioativo é colocado do lado de fora do olho através de uma cirurgia, liberando energia responsável pela destruição das células cancerosas minimizando a radiação a orgãos saudáveis, como o outro olho, o cérebro, etc. Depois de um ou dois dias a placa de braquiterapia é retirada e o paciente retorna à vida normal. Medicamentos especiais podem ser utilizados pata diminuir a chance do paciente perder a visão como complicação da radioterapia (o uso experimental do Avastin está sendo avaliado para este propósito).
No caso de tumores grandes (maiores de 7 milímetros) pode ser necessário retirar o olho (cirurgia chamada de enucleação). Apesar de parecer terrível é uma cirurgia sem dor e depois de adaptada uma prótese ocular que parece com o olho real a aparência estética é muito satisfatória e o paciente segue sua vida normalmente.
O tratamento visa controlar o tumor e diminuir a chance do paciente apresentar metástases (desenvolvimento de melanomas em outros órgãos do corpo derivados do tumor dentro do olho). Claro que a preservação da visão e do globo ocular também são preocupações importantes, mas a vida do paciente é a prioridade número um.
O órgão mais acometido pelas metástases do melanoma de coróide é o fígado. Outros exames garantem que não existam metástases em outras partes do corpo no momento do diagnóstico do tumor ocular.


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